Cogerh apresenta relatório sobre qualidade da água no Castanhão

18/10/2019

Piscicultores acompanharam dados de 2018; reordenamento do setor foi discutido

 

Os efeitos dos anos seguidos de queda no volume do maior reservatório de água do Ceará, o Castanhão, foram sentidos em diversas frentes, entre elas a atividade de Piscicultura. Nesta quinta-feira (17), em Jaguaribara, nas proximidades do Castanhão, o futuro do setor foi debatido por representantes dos membros da Associação dos Criadores de Tilápia da região, integrantes da prefeitura de Jaguaribara, além de gestores da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado (SRH) e da Cogerh.

Estudiosos da Cogerh mapearam a qualidade da água no Castanhão durante o ano de 2018 e levaram os resultados aos usuários de água e pescadores da região. “A intenção é criar um canal de comunicação para que a comunidade receba as informações técnicas produzidas pela Cogerh sistematicamente”, explicou Mário Barros, analista de Recursos Hídricos. Dados de 2018 mostraram a ligação direta entre a crescente queda do volume do açude com o fenômeno da eutrofização do reservatório. “Percebemos que nos últimos anos o Castanhão se comportou de maneira eutrófica, ou seja, com grande concentração de nutrientes “, explicou Mário. A Companhia monitora a qualidade da água no Castanhão desde 2008 e realiza também, a cada três meses, análises de amostras de água.

Na ocasião, a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) propôs também o reordenamento da atividade de piscicultura no Castanhão. Hoje, quem outorga o uso da água no açude é a SRH, após determinação da Agência Nacional de Águas (ANA). “Nossa intenção é levar os piscicultores a uma situação de maior segurança com relação a outorga”, explicou Carlos Campelo, coordenador de gestão da SRH. A ideia é construir com a comunidade e poder público local novos critérios para atividade de piscicultura. “Vamos atentar para algumas questões e elas vão contar primeiramente após um aporte significativo e melhora da qualidade da água”, elenca Campelo. O foco será para um novo modelo de exploração pela piscicultura. Nesse sentido, o Estado poderá priorizar autorizações à população local, visando retomada de desenvolvimento econômico da região.