Operação emergencial tem previsão de conclusão para os próximos dias e segue sendo assistida pela Cogerh

 

O município de Quixeramobim e o Hospital Regional do Sertão Central receberam reforço hídrico essencial para o abastecimento humano da cidade e para o combate à pandemia causada pelo novo coronavírus na região. O aumento na oferta hídrica ocorreu graças a operação controlada de transferência de água do açude Fogareiro para o açude Quixeramobim, iniciada no início de maio.

A recarga ainda tímida no açude Quixeramobim nos primeiros meses do ano abriu espaço para a transferência emergencial de água. “ O reservatório estava com pouco mais de 2 milhões/m³ [de volume] e eram necessários pelo menos 5,5 milhões até junho. Com a crise provocada pela pandemia, a demanda por água se tornou mais urgente ainda”, explicou o gerente regional da Cogerh em Quixeramobim, Paulo Ferreira.

A liberação de água do açude vizinho, o Fogareiro, foi a solução emergencial encontrada para garantir a continuidade da oferta de água em Quixeramobim. Simulações da companhia mostraram que até o dia 25/05 o volume liberado do açude Fogareiro foi de aproximadamente 2,1 milhões de m³ ao passo que recarga no reservatório Quixeramobim foi da ordem de 2 milhões/m³, fato que representa “ sucesso na operação”, conforme avaliou o gerente da unidade regional.

Toda estratégia de transferência de água em reservatórios é pautada no rigor científico, como explica o diretor de Operações da Cogerh, Bruno Rebouças. “Em operações assim, nós sempre avaliamos o melhor momento para que seja feita a transferência, de forma que ocorra tudo com segurança, tanto para quem está recebendo, quanto para quem está liberando água. No caso de Quixeramobim, conseguimos uma eficiência de cerca de 90%, enquanto que se o esforço tivesse sido realizado no segundo semestre, este índice dificilmente chegaria a 50%”, explicou.

A estratégia emergencial foi dialogada, em tempo, com a diretoria do Comitê de Bacia Hidrográfica do Banabuiú e com representantes da Comissão Gestora (CG) do Sistema Fogareiro-Quixeramobim durante encontro virtual realizado em meados de abril. Na ocasião, foram apresentadas as justificativas e os parâmetros para a liberação de água do Fogareiro, ficando definida a vazão na ordem de 1,0 m³/s e um volume total a ser transferido de 5.184.000 m³. “Vale ressaltar que a transferência das águas do açude Fogareiro para o açude Quixeramobim não tem causado impacto no abastecimento das comunidades rurais situadas no entorno do Fogareiro” comentou o gerente regional, Paulo Ferreira.

Segundo Paulo, a eficiência da operação se dá também pela “decisão em iniciar a liberação ainda no período chuvoso, o que tem possibilitado um ótimo fluxo no rio e ainda o aproveitamento das águas das chuvas que ainda estão acontecendo”, explicou. Hoje, o açude Quixeramobim segue recebendo água do açude Fogareiro. A operação tem previsão de término para o próximo dia 10 de junho.

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