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Cogerh e Funceme participam da instalação do Observatório da Escassez Hídrica no Semiárido

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Iniciativa da Agência Nacional de Águas se assemelha ao Grupo de Contingência criado no Ceará para avaliar e encaminhar soluções nas regiões com problemas de abastecimento


A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) participaram, na tarde desta quinta-feira (08/03), da videoconferência que instituiu o “Observatório da Escassez Hídrica no Semiárido”. Trata-se de um fórum proposto pela Agência Nacional de Águas (ANA) cujo objetivo é reunir instituições dos estados do Semiárido, além da própria ANA e da Companhia de Desenvolvimento do São Francisco (Codevasf), para “discutir a situação dos reservatórios no período de chuvas, avaliar a situação das reservas hídricas disponíveis e preparar a atuação no período seco subsequente”.


O Observatório, que terá inicialmente reuniões mensais, também convidará o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e o Ministério da Integração para o próximo encontro, que acontece no dia cinco de maio. Além de Cogerh e Funceme (Ceará), participaram da conferência virtual de instalação do fórum representantes de instituições que lidam com os recursos hídricos de Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte e Maranhão. Ontem, durante a reunião de instalçaão do Observatório, cada estado fez um breve resumo da sua situação hídrica. No caso do Ceará, além da apresentação da Cogerh, o presidente da Funceme fez um apanhado das condições climáticas na região para os próximos meses.


“Nós estamos muito interessados em fomentar esse tipo de discussão (sobre escassez hídrica) depois de uma série de crises que percorreram o País de Sul a Norte, diante das quais nós tivemos de criar soluções colegiadas para encaminhar medidas para serem tomadas nos diversos locais de forma a conseguir superar essas crises. O enfrentamento de todas essas situações nos estimulou a criar esse Observatório”, disse Ney Maranhão diretor de Hidrologia da ANA. “Nossa intenção é criar um ambiente de troca de experiências”, arrematou Joaquim Gondim, da Superintendência de Operações e Eventos Críticos da ANA.


O presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, elogiou a iniciativa, destacando que, a exemplo do que já acontece no Ceará com o Grupo de Contingência, a troca de experiências deve ser de grande valia no enfrentamento dos efeitos das estiagens. “No âmbito do Grupo de Contingência nós já vivenciamos uma importante e enriquecedora troca de experiência. Temos técnicos de vários órgãos debruçados sobre os mesmos problemas. Então, se a solução não sai por um lado, estará certamente na competência de outra instituição parceira”, compara. O Grupo de Contingência se reúne semanalmente, no Gabinente do Governador Camilo Santana e conta com representantes de SRH, Cogerh, Sohidra, Funceme, Cagece e Defesa Civil.


ANA – Na convocatória que fez aos entes estaduais para implantação do Observatório da Escassez Hídrica no Semiárido, a Agência Nacional de Águas destaca que entre suas atribuições legais, dispostas na Lei n° 9984, de 17 de julho de 2000, encontra-se a de “planejar e promover ações destinadas a prevenir ou minimizar os efeitos de secas e inundações, no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, em articulação com o órgão central do Sistema Nacional de Defesa Civil, em apoio aos Estados e Municípios”.


E prossegue: “no caso do Semiárido brasileiro, a ANA vem acompanhando a situação de seca desde seu início, em 2012, e atuando em diferentes frentes para prover informações, apoiar a tomada de decisão, otimizar a alocação dos recursos hídricos disponíveis e buscar o prolongamento das reservas hídricas existentes. Nesse cenário, o acompanhamento dos volumes reservados, atividade continuada na ANA, é fundamental para a manutenção da segurança hídrica na região e o planejamento de ações de curto e médio prazo.

Ler 502 vezes Última modificação em Sexta, 09 Março 2018 13:24