Em live promovida pelo Comitê do Banabuiú, representantes das instituições avaliaram resultados

O Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica (CSBH) do Rio Banabuiú realizou, na última quinta (28), uma transmissão ao vivo para discutir o tema “A Gestão dos Recursos Hídricos e Abastecimento Humano no período da pandemia”. Chico Almir, presidente do comitê, recebeu Paulo Ferreira, gerente regional da Cogerh (Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos) em Quixeramobim; Cristian Quezado, gerente da unidade de negócios da Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) em Quixadá; e David de França, responsável técnico do Sisar (Sistema Integrado de Saneamento Rural) da Bacia do Banabuiú, para o bate-papo.

Para Cristian, o principal desafio durante esse período foi o de manter os serviços essenciais enquanto preserva a saúde dos funcionários na linha de frente dessas atividades. Ele conta que a Cagece adotou uma estratégia de escala entre os servidores, reduzindo a exposição e evitando aglomerações. “Nossa atividade do ponto de vista institucional mostrou muita resiliência, e eu diria que essa resiliência foi até aprimorada nesse momento” comenta o gerente.

Diante dos impactos econômicos da pandemia, a estimativa é de que 550 mil usuários tenham sido beneficiados com a isenção de tarifa anunciada pelo Governo do Estado. Somente dentro da bacia do Banabuiú foram 10 mil, cerca de 20% do total de usuários locais da Cagece. No total, o auxílio foi o equivalente a 21 milhões de reais. “Nossa eficácia tem se mostrado também no tempo de resposta em relação a vazamentos. 90% das ocorrências reportadas são resolvidas no mesmo dia e retiradas do sistema”, celebra Cristian.

Na Cogerh, os serviços essenciais também não foram interrompidos. O gerente Paulo Ferreira destaca o papel da gerência de tecnologia da Companhia em viabilizar novas ferramentas para a manutenção do trabalho. “Além do acesso remoto, que já passa de 140 pontos, foi disponibilizada a outorga online e ainda a tramitação online de processos, implementando uma política de papel zero que contribui com o meio ambiente”, afirma.

Nas atividades de manutenção e monitoramento dos açudes, todos os protocolos de segurança foram seguidos, incluindo distribuição de máscaras, álcool em gel, e promovendo o distanciamento social. “Nas barragens, contamos com o apoio das prefeituras para evitar aglomeração nos açudes, bem como desenvolvemos uma campanha educativa de conscientização”, acrescenta Paulo. Internamente, houve ainda um processo de revisão do orçamento, de forma a garantir a segurança dos serviços e dos funcionários.

David de França conta que o Sisar do Banabuiú atende um total de 233 comunidades, e os serviços-base de tratamento e correção de água foram mantidos sem interrupções. “Amostras da água são recolhidas e analisadas mensalmente em laboratório, de forma a verificar se os parâmetros correspondem aos determinados pelo Ministério da Saúde. Diariamente, o nível de cloro da água também é monitorado”, explica David.

Na transmissão realizada na página do Facebook do CSBH, os participantes puderam enviar suas perguntas, que foram respondidas pelos convidados. Os representantes se colocaram à disposição do comitê e da população, agradecendo a oportunidade e parabenizando a ação. Eles reforçaram os esforços colaborativos, e ressaltaram que a retomada de atividades presenciais será feita seguindo as medidas de segurança, no momento oportuno e de acordo com os protocolos do Estado, como tem sido até agora.

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