A Cogerh avançou no processo de criação da primeira Unidade de Conservação que abrange açudes do sistema de abastecimento de água da região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A companhia aguarda a fim da tramitação do processo de licitação que escolherá a empresa que vai executar o projeto. A ação é acompanhada também pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

“A previsão é de que após iniciada a vigência do contrato a Unidade de Conservação fique pronta ainda este ano”, frisou o gerente da Companhia na região Metropolitana e membro do grupo de trabalho que acompanha a implementação do projeto, Cláudio Gesteira. “Vamos aguardar a tramitação do processo, levando em conta também as restrições de atendimento devido ao prevenção de contaminação do Corona Vírus”, completa o gerente.

A contribuição para a segurança hídrica da capital norteia o projeto, principalmente diante do cenário crítico de escassez hídrica que o estado ainda atravessa, com os 155 reservatórios monitorados com pouco mais de 19% da capacidade de reservação. “Queremos proteger todo o perímetro dos açudes, evitando usos irregulares e assegurando abastecimento da região”, reforça Gesteira.

Os estudos de implementação do projeto serão divididos cinco etapas, distribuídos em fases, tais como: Plano de Mobilização Social, Levantamentos do Meio Físico, Biótico, Socioeconômico e Fundiário, Levantamento dos Impactos Ambientais e Consultas Públicas.

 

O projeto da Unidade de Conservação contempla os três principais açudes da RMF: Pacoti, Richão e Gavião e abrangerá uma área de 173 km². A Unidade percorrerá os municípios de Pacatuba, Itaitinga, Guaiuba, Aquiraz, Horizonte e Pacajus.

RMF

Hoje, sete municípios dependem diretamente do sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana. São eles: Fortaleza, Pacajus, Horizonte, Chorozinho, Eusébio, Maracanaú e Caucaia. É a região de maior concentração populacional do estado

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