Cogerh realiza entrega de adutora em Quixeré

15/05/2019

Após investimento de R$ 1,8 milhão, obra já está levando água de qualidade aos quase 10 mil habitantes do local

Hoje a gente está realizando um sonho. Não tem nada mais gratificante para um gestor público do que ter a oportunidade de entregar uma obra como essa.” Com essas palavras o assessor de relações institucionais do governo do Ceará, Nelson Martins, saudou a população de Lagoinha, distrito de Quixeré, na manhã desta terça-feira (14). Na ocasião, foi entregue uma adutora construída pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). A obra já está levando água de qualidade aos quase 10 mil habitantes da localidade.

São 17,5 km de tubos que levam água aos para a comunidade no Vale do Jaguaribe, que sofre as consequências da seca severa dos últimos 7 anos. A baixa recarga nos reservatórios da região obrigou a busca por fontes de abastecimento alternativas, como o aproveitamento da água subterrânea. No caso de Lagoinha os moradores passam ser abastecidos com 50 metros cúbicos de água por hora a partir de um poço que já existe na localidade de Bonsucesso, na Chapada do Apodi.

Para o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, obras como essa são imprescindíveis para garantir água em locais afetados pela seca extrema. “Esta é uma obra que passou a ser necessária após o agravamento do quadro de estiagem na região jaguaribana”, explica João Lúcio.

A estrutura de PVC da adutora possui diâmetro de 150mm. O montante total de investimento foi da ordem de R$ 1,8 milhão. A Cogerh realizou, ainda, a recuperação do reservatório elevado da Estação de Tratamento (ETA) do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do distrito de Lagoinha.

Outras obras

Também no Vale do Jaguaribe, a Cogerh entregou em 2018 adutoras para as comunidades de Roldão, Poço do Barro, Uiraponga, Taboleirinho e Mota. São distritos e povoados da zona rural de Morada Nova que também sofrem as consequências da prolongada estiagem. Mais de mil famílias foram beneficiadas. Embora construídos em caráter emergencial, em virtude do agravamento da estiagem, os sistemas se tornarão estruturantes, já que continuarão abastecendo as comunidades mesmo em tempos normalidade hídrica.