Potencial de Risco
Um programa de segurança de obras hídricas, para ser tecnicamente eficiente e assegurar a aplicação dos recursos nos locais necessários, deve incluir avaliações das condições físicas das estruturas e dos perigos delas advindos, para tanto, foram implementadas pela GESIN metodologias de avaliação de risco com base nas inspeções de campo e na matriz de risco, visando à priorização das ações de segurança nestas obras.
Na matriz de risco, o Potencial de Risco (PR) é calculado em função dos seguintes parâmetros:
-
(P) – Periculosidade das estruturas, que considera as informações técnicas de projeto e construção (Dimensão, Volume, Tipo, Fundação, Vazão de Projeto);
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(V) - Vulnerabilidade das estruturas, que considera o estado atual da barragem, com base nos dados de inspeção de campo e de leitura de instrumentação (Tempo de Operação, Existência de Projeto “As Built”, Confiabilidade das Estruturas Vertedouras, Tomada D’água, Percolação, Deformações, Deterioração);
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(I) - Importância estratégica, que tem como base os critérios técnicos, econômicos, ambientais e sociais (Volume Útil, População a Jusante, Custo).
A fórmula utilizada é a seguinte:
O valor numérico do potencial de risco (PR) é classificado pelo critério apresentado na tabela abaixo, e em função desta classificação são estabelecidas as ações a serem executadas.
CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE RISCO x AÇÕES A SEREM EXECUTADAS
|
Pontuação |
Classe |
Risco |
Ações |
|
0 |
D |
Baixo |
Manutenção |
|
25 |
C |
Normal |
Inspeções de Rotina |
|
40 |
B |
Médio |
Monitoração |
|
65 |
A |
Alto |
Intervenção |
A determinação do valor do potencial de risco (PR) possibilita a priorização de ações a serem desenvolvidas na fase de planejamento e programação da manutenção. A continuidade das inspeções de campo permite uma reavaliação das medidas adotadas para que seja alcançada uma maior eficiência. Vale ressaltar que com o aumento do universo de barragens a serem avaliadas, alguns ajustes podem vir a ser necessários.



