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Apresentação

barragens

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará – COGERH (www.cogerh.com.br), companhia gestora vinculada à Secretaria dos Recursos Hídricos, tem no organograma da sua Diretoria de Operações a Gerência de Segurança de Infra-estrutura Hídrica – GESIN, que executa, acompanha, analisa e planeja as intervenções necessárias à manutenção das boas condições operacionais da infra-estrutura hídrica existente.

A Companhia opera desde 1993 e se mantém com recursos próprios provenientes da cobrança da utilização da água bruta dos seus reservatórios. Atualmente é responsável pela operação, monitoramento qualitativo e quantitativo de 128 reservatórios, e pela manutenção de 63 barragens estaduais, as quais devem ser mantidas de forma satisfatória a fim de permitir a eficácia na sua missão de gerenciar os recursos hídricos do estado do Ceará.

A GESIN é dividida em dois núcleos de atuação: NUINF- Núcleo de Infra-Estrutura e NUEM – Núcleo de Eletromecânica, e tem as suas atividades voltadas para programar e manter a segurança e operacionalidade das obras hídricas (açudes, adutoras, canais, túneis e poços), incluindo os dispositivos e equipamentos hidromecânicos necessários à gestão dos recursos hídricos. As ações de segurança consistem basicamente em inspeções (ver página INSPEÇÕES), leituras e análise da instrumentação (ver página INSTRUMENTAÇÃO), avaliação do potencial de risco (ver página POTENCIAL DE RISCO), manutenção e operação dos equipamentos hidromecânicos (ver página EQUIPAMENTOS HIDROMECÂNICOS) e treinamentos. O fechamento do ciclo de atividades se realiza no planejamento das intervenções de segurança que são hierarquizadas com base na elaboração da matriz de risco e dos resultados das inspeções.


 organograma

 

Nesta perspectiva foram idealizadas e formuladas as listas de inspeções formais de barragens de terra e de concreto. A Inspeção Formal é composta por uma lista de anomalias, no formato de um ckeck-list, permite acompanhar a evolução das anomalias através da indicação da sua situação, sua magnitude e o seu nível de perigo. As primeiras inspeções formais foram iniciadas a partir do ano de 2000. No ano de 2004 foram estabelecidas duas inspeções anuais para as barragens estaduais e nas federais com AGIR da COGERH sendo que  já foram efetuadas 759 inspeções  (até abril de 2008). Além das barragens monitoradas também são realizadas inspeções formais nas barragens situadas a montante para avaliação dos riscos potenciais aos reservatórios da Estado de Ceará ou da União.

O preenchimento das inspeções formais se dá pelos gerentes  e técnicos treinados pela GESIN, através de ciclos de Treinamentos em Segurança de Barragens, que são realizados a cada dois anos nas sedes da gerências regionais. O primeiro ocorreu em 2002, o segundo e o terceiro treinamentos ocorreram nos anos de 2004 e 2006, eles contemplam dois dias de aulas teóricas e práticas com o preenchimento do check-list no próprio local da barragem.

As inspeções formais estão institucionalizadas na Companhia e são programadas para cada semestre nas barragens estaduais. Os resultados dessas inspeções são posteriormente armazenados num banco de dados para o controle e acompanhamento das magnitudes e níveis de perigo das anomalias registradas. Esse  sistema é denominado de Sistema de Segurança de Obras Hídricas – SISOH.  A figura abaixo apresenta um quadro ilustrativo das ações do SISOH, relativo à evolução anual das inspeções.

Evolução Anual das Inspeções (Check-List) - GESIN - COGERH - SISOH

  grafico


Inspeções inseridas no SISOH até abril de 2008


A GESIN utiliza a matriz de risco baseada na metodologia para avaliação do potencial de risco em barragens do semi-árido na qual o potencial de risco é determinado em função de parâmetros de Periculosidade, Vulnerabilidade e Importância.

Em complemento às ações de inspeções estão se consolidando as atividades de monitoramento por instrumentação. Atualmente são dez as barragens instrumentadas - Jaburu I, Flor do Campo, Barra Velha, Aracoiaba, Olho D’água, Gavião, Souza, Canoas, Faé e Arneiroz II. Em fase de implementação pela Cogerh encontra-se uma ferramenta computacional de monitoramento de barragens denominada PIEZO-COGERH. O enfoque inicial será de automatizar o tratamento e análise dos dados coletados.

O AGIR (Agente de Guarda e Inspeção de Reservatório) possui no local do açude o Diário de Ocorrências, que, a longo prazo, vai representar o histórico do açude. Qualquer pessoa que visitar o açude pode e deve anotar no Diário as impressões e observações sobre as condições do reservatório, que se procedente serão consideradas para acompanhamento e correção.

A GESIN mantém um trabalho de atualização dos gerentes do interior sobre as responsabilidades relacionadas à segurança das obras hídricas e o significado de riscos, alertando-os para:

  • Sinais visuais de problemas;

  • Normas e Procedimentos para operar adequadamente os equipamentos eletromecânicos;

  • Aptidão para respostas emergenciais, incluindo alertas e conhecimento dos princípios de instrumentação das obras.

Cada açude possui um dossiê contendo desenhos de projeto e as principais características técnicas. Esses documentos ficam disponíveis com o AGIR no local da obra e nas sedes das gerências das bacias. Também são elaborados pela GESIN, dossiês constando as observações do Painel de Segurança desde a fase de apresentação inicial do projeto, passando pela entrega do projeto como construído “as-built” e pelas considerações sobre nível de qualidade das obras.

A GESIN participa das reuniões do Painel de Segurança de Barragens apresentando sugestões em detalhes técnicos das obras, visando a melhoria de condições de operação e manutenção da futura gestão que será de responsabilidade da COGERH. A GESIN também tem participado de reuniões com o objetivo de avaliar as condições das obras pós-construção e discutir aspectos de segurança de barragens.

Atualmente a GESIN está acompanhando a elaboração do POM -  Plano de Operação de Manutenção do Sistema de Água Bruta do Estado do Ceará, no qual estão sendo realizados levantamentos  de dados bibliográficos (projeto e cadastro fundiário) e inspeções de campo de  160 obras hídricas (barragens, canais, adutoras e estações de bombeamento). Também estão sendo elaborados relatórios de diagnóstico de segurança, ante-projetos de recuperação, avaliação de risco e manuais de operação e manutenção genéricos e específicos de cada obra.

Agenda - Março 2010

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