Definidas vazões de operação dos principais reservatórios do Estado para o segundo semestre de 2019

05/07/2019

Comitês de Bacia definiram alocação de água dos açudes Castanhão, Orós e Banabuiú


Membros dos Comitês de Bacia do Vale do Jaguaribe e Banabuiú aprovaram nesta quinta-feira (04) a operação que define a distribuição de água dos reservatórios estratégicos do Estado para o segundo semestre de 2019. Os parâmetros de gerenciamento dos Açudes Castanhão, Orós e Banabuiú foram amplamente aprovados pelo colegiado que representa os Comitês de Bacias. As macrovazões aprovadas refletem a atual situação hídrica dos reservatórios da região jaguaribana cearense, que segue castigada pelo baixo volume de chuvas ao longo dos últimos sete anos. O Castanhão, por exemplo, que teve baixo aporte após a estação chuvosa deste ano, atenderá somente a região do Jaguaribe, sem transferência de água para região metropolitana.

Os três maiores açudes do Ceará (Castanhão, Orós e Banabuiú) vão priorizar o abastecimento humano e operar com algumas restrições nas atividades de irrigação. As culturas de arroz, por exemplo, que utilizam o processo de irrigação por inundação, estão proibidas na região. O Açude Castanhão vai operar com vazão de 6,5 m³/s, valor dividido entre perímetros irrigados, abastecimento humano e dessedentação animal. Registrando hoje 5,27% do seu volume total, o reservatório não mandará água para Fortaleza e região metropolitana conforme decisão da plenária durante o Seminário de Alocação de Água.

Já o Açude Orós e o Banabuiú vão operar respectivamente com 2,5 m³/s e 290l/s. Na região do Banabuiú, a liberação será em ondas, para atender comunidades que residem logo abaixo do reservatório. A prioridade será também o abastecimento humano, além de restrições algumas nas atividades de irrigação. Cerca de 200 pessoas acompanharam as alternativas para alocação de água, mas somente os membros dos Comitês votaram nas premissas.

Coordenado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) o processo de Alocação Negociada de Água dos Vales Jaguaribe e Banabuiú define a distribuição da água, de acordo com a Lei estadual de Recursos Hídricos, para os diversos setores: abastecimento humano, irrigação, serviços e indústria.

O processo ocorre em conjunto com os Comitês de Bacias Hidrográficas, órgão colegiados com representação em diferentes setores da sociedade: usuários de água, sociedade civil e poder público. No Ceará o colegiado dos Comitês obedecem a seguinte distribuição e percentual de participação: Usuários (30%); Sociedade Civil (30%); Poder Público Municipal (20%); Poder Público Estadual/Federal (20%). Cerca de 200 pessoas acompanharam as alternativas para alocação de água em açudes da região do Jaguaribe nesta quinta feira (04).

Eficiência nos Seminários de Alocação

O seminário de Alocação desta quinta (04) trouxe novidades no processo de condução da alocação de água, fato que tornou o encontro mais eficiente. “Foi a culminância da renovação da metodologia das reuniões de alocação, liderado pelos Colegiados em conjunto com Cogerh. Implementamos algumas mudanças no formato das decisões e na logística do encontro. Agora debatemos antes as prioridades e cenários com os comitês”, avaliou João Lúcio Farias, presidente da companhia. O presidente do Comitê do Baixo Jaguaribe. Aridiano Belk, reforçou a mudança e destacou a construção de cenários de Alocação de Água feita em conjunto com a Cogerh. “Eu vejo que há uma transparência entre comitês e Cogerh, fato que facilita bastante as tomadas de decisões”, destacou.